Música no Brasil, hoje

Quem diria que entre as 10 músicas mais tocadas no ano, no Brasil, não entram o “parabéns pra (a) você” (13º lugar) e que a única música gringa é da Adele. Duas vezes.

E a gente tá aqui, tentando fazer Rock, através do Huaska, do Dest_lado e de milhares de bandas Brasil afora, suando na palheta… vish! Me veio na cabeça o sucesso dos Mamonas Assassinas… E que fica claro que tanto fazia (ou pouco fazia) que fosse rock ou não. Duplo vish.

O mais loco é o número 10: “João Bosco e Vinícius”… que não é nem do João Bosco original e nem do Vinícius de Moraes, como alguém pode surrealmente imaginar… é uma dupla sertaneja :)

ImagemSe liga na lista:

  1. Ai se eu te pego – Michel Teló
  2. Balada – Gusttavo Lima
  3. Humilde Residência – Michel Teló
  4. Fugidinha – Thiaguinho
  5. Assim você mata o papai – Sorriso Maroto
  6. Eu quero tchu, eu quero tcha – João Lucas e Marcelo
  7. Someone like you – Adele
  8. Set fire to the rain – Adele
  9. Amo noite e dia – Jorge e Matheus
  10. Chora me liga – João Bosco e Vinícius

abaixo, ponho o texto que saiu hoje na Folha sobre isso, que vale dar uma lida, pra chorar…

Texto publicado dia 26/06/13 na Ilustrada, Folha de São Paulo, por Thales de Menezes:

“Thiaguinho, Pezinho e Vitinho são os ‘grandes’ nomes da MPB de hoje

Lista das canções mais executadas no país é dominada por promiscuidade musical entre sertanejos e pagodeiros

MÚSICAS DE TIM MAIA E BEN JOR SÓ APARECEM ENTRE AS MAIS TOCADAS POR CAUSA DOS KARAOKÊS

THALES DE MENEZES EDITOR-ASSISTENTE DA “ILUSTRADA”

Entre as músicas mais tocadas no país em 2012, algumas foram compostas por Thiaguinho, Rodriguinho, Pezinho e Vitinho. A campeã de execuções tem cinco palavras no título, das quais quatro são monossílabos. Sem dúvida, a música brasileira vive agora um momento menor.

A liderança é incontestável. “Ai Se Eu Te Pego” rodou o mundo, de coreografia de gol do Real Madrid à trilha sonora de estação espacial. Com sua letra, digamos, minimalista, não teve barreiras.

Mas a análise da lista mostra que o hit de Michel Teló não é uma fatalidade isolada, é indício de uma pandemia.

A lista recém-divulgada pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, órgão responsável pela arrecadação de direitos autorais no país) engloba execuções em rádios, shows, casas noturnas e bares com música gravada ou ao vivo, salões de festas e até karaokês.

Juntando tudo isso, o domínio é forte do sertanejo universitário –o Ministério da Educação deveria fazer algo contra essa denominação.

Teló leva medalhas de ouro e bronze, porque aparece também em terceiro, com “Humilde Residência”. Entre as telonianas, surge “Balada”, de Gusttavo Lima, exemplo mais bem-acabado do ídolo sertanejo moderno, de calça justa e cabelo espetado.

Em quarto lugar aparece o pagodeiro Thiaguinho e sua “Fugidinha”. Ele é autor de quatro canções entre as 50 mais executadas, com os parceiros Pezinho, Rodriguinho e Gabriel Barriga.

Não é aconselhável se falar em um embate entre sertanejo e pagode. Em busca de sucesso amplo e fácil, artistas de um gênero cantam sem preconceito hits do outro. O exemplo mais célebre dessa promiscuidade é Teló incluir “Fugidinha” em seus shows.

A inglesa Adele, maior vendedora de CDs no planeta, é a única estrangeira entre as dez mais, com duas músicas.

Percorrer a lista até a 50ª posição mostra muitos títulos da fórmula “pegar você”. Alguns chamam a atenção, como “Camaro Amarelo”, de Munhoz & Mariano, em 17º –cada geração tem o “Fuscão Preto” que merece– e “Sou Bravo (Sou Foda)” (16º), obra de Vitinho Avassalador que dispensa comentários.

Os únicos nomes de uma MPB mais consolidada no top 50 são Tim Maia, com “Não Quero Dinheiro” (15º) e “Gostava Tanto de Você” (47º), e Ben Jor, com “País Tropical” (38º). A presença desses hits mais antigos se deve às execuções em karaokês.

Como casas de festas estão incluídas, “Parabéns a Você” surge em 13º lugar! Sim, a música que todos cantam nos aniversários tem registro oficial. Foi composta por duas irmãs americanas em 1912 e tem tradutores brasileiros.

Se esse ranking representasse qualidade musical, “Parabéns a Você” superaria sertanejos e pagodeiros.”

A Sanidade

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“…quando não temos a flexibilidade necessária para nos rirmos da vida, é a morte que acaba por se rir de nós.”

Em muito boa hora esse texto do João Pereira Coutinho, na Folha.

pra quem não tem paciência de ler tudo ou não sofre de “pensamentos desarranjados” , os “vômitos do cérebro”, coloco aqui, antes do texto, o resumo/trechos, a parte que me é mais útil :)

– A palavra mais importante na gramática da sanidade: Flexibilidade. Diz Philippa Perry, no livro “How to Stay Sane”, citado por Coutinho. E ele destrincha facilmente:

“…olhar para os nossos princípios com uma boa dose de ceticismo e ironia. Não nos levarmos demasiado a sério. E, sobretudo, não levar a vida – frágil, fugaz e nem sempre rósea – demasiado a sério”

Pra trilha sonora, eu ia colocar aqui a música PDA, do Interpol, que tava tocando no Random do iTunes enquanto eu lia o texto e me parecia bem adequada. Mas agora está tocando, por incrível que pareça, Alladin Sane, do David Bowie. Vai entender como essas coisas acontecem…

 

E não me sai da cabeça o episódio 9 do seriado The Big Bang Theory (S01E09), que assisti ontem na madrugada…. e que me peguei identificado com um pedaço em cada um dos personagens. Consegui ficar deprê chorando assistindo a uma comédia. Mas o resumo é esse mesmo… conseguir rir da desgraça própria, como a maioria faz com a alheia. E é por isso que deve ter surgido a Comédia, na Grécia.

 

“Apologia da Flexibilidade (João Pereira Coutinho)

É sem dúvidas uma lamentável tragédia: Jacintha Saldanha era enfermeira em um hospital de Londres. Recebeu uma ligação de dois radialistas australianos que se fizeram passar pela rainha Elizabeth 2ª e seu filho, o príncipe Charles.

A intenção dos radialistas era obter informações sobre a gravidez de Kate Middleton. Jacintha acreditou na pegadinha, passou a ligação a uma colega do hospital. Que revelou o estado de saúde da duquesa com pormenores.

Ninguém sabe o que se passou nas horas seguintes. Exceto que Jacintha Saldanha lidou mal com a brincadeira e apareceu morta. A polícia suspeita de suicídio.

Existem duas formas de olhar para o caso. A primeira é seguir o coro dos indignados, denunciar a cultura pop pela sua vulgaridade mendaz e até pedir a cabeça dos dois radialistas.

Mas existe uma segunda forma de olhar para o mesmo caso. De preferência, lendo um pequeno grande livro que até a circunspecta revista “The Economist” elegeu como um dos melhores do ano.

Foi escrito pela psicanalista Philippa Perry e o título diz tudo: “How to Stay Sane” (como se manter são, Macmillan, 160 págs.).

Primeiras conclusões: a “sanidade” não pode ser confundida com noções pedestres de “felicidade individual”, vendidas por analfabetos infelizes em manuais de autoajuda.

Muito menos se confunde com variações mais modestas de “normalidade”: a pretensão de definir o que é a “normalidade” não passa de um sintoma de anormalidade.

Para Philippa Perry, que escreve o ensaio com um pé na neurologia, outro na psicanálise, sem esquecer os ensinamentos imperecíveis dos Clássicos, “sanidade” pressupõe equilíbrio entre a rigidez dos nossos princípios e o caos da vida como ela é.

Ou, em linguagem platônica, “sanidade” é saber usar a razão para que nenhum dos dois cavalos que puxam a quadriga da alma -o cavalo do Espírito e o cavalo do Apetite- possam tomar, por si só, as rédeas da marcha.

Claro que os genes e a constituição orgânica do indivíduo têm uma importância decisiva nesse grau de sanidade.

A esse respeito, relembro um texto lido há uns anos, num tratado sobre a história da loucura, e escrito por um médico do hospício inglês de Bedlam em 1816 que nunca mais esqueci. Cito de cor: os pensamentos desarranjados, escrevia o doutor William Lawrence, têm a mesma relação para o cérebro que os vômitos para o estômago, a asma para os pulmões e qualquer outra maleita para o seu órgão correspondente.

Quando li essa passagem, sublinhei-a com um ponto de exclamação. Ou talvez com um ponto de lamentação: quantas vidas não teriam sido poupadas à culpabilização, à vergonha e ao sofrimento se as neurociências, pateticamente entretidas a aplicar “mitos gregos às partes íntimas” (obrigado, Nabokov), tivessem olhado mais cedo para o seu órgão correspondente?

Divago. Ou talvez não: porque se os genes têm importância para certas maleitas, não terão para todas.

E, por vezes, somos nós, seres racionais, que devemos procurar a palavra mais importante na gramática da sanidade. “Flexibilidade”, escreve Philippa Perry.

Que o mesmo é dizer: olhar para os nossos princípios com uma boa dose de ceticismo e ironia. Não nos levarmos demasiado a sério. E, sobretudo, não levar a vida -frágil, fugaz e nem sempre rósea- demasiado a sério.

Na triste história de Jacintha Saldanha, é fácil criminalizar os dois radialistas. É fácil criminalizar uma brincadeira. É fácil acreditar que, sem uma pegadinha daquelas, a vida de Jacintha continuaria harmoniosa e feliz.

Duvido. Muito. E a única coisa que lamento é não ter existido ninguém -um colega de hospital, um amigo, um familiar, até um doente – que não tenha conferido a uma mera brincadeira a sua real dimensão.

E que, mesmo respeitando os princípios de verdade e honradez que faziam parte do código da enfermeira, não a tenha levado a rir de uma simples pegadinha. Porque nenhuma pegadinha daquelas justifica um suicídio.

No fundo, talvez seja essa a única moral da história: quando não temos a flexibilidade necessária para nos rirmos da vida, é a morte que acaba por se rir de nós.”

Aborto?!

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A questão principal é interferir ou não na vida dos outros.

É possível que exista gente que gostaria que o álcool-bebida parasse de ser vendido.

Isso está longe de parecer viável… mas pode acontecer! E o consumo de álcool por um pode interferir, com certeza,  na vida de outra pessoa.

Mas em outros casos, qual a interferência?

Se se descriminalizasse (ou mesmo se liberasse) o uso da maconha? Que diferença faz se seu “café” é diferente do “café” do outro?! Merece reclusão?

E se você é vegetariano, porque não continua matando alfaces e deixa meu churrasco em paz?! Afinal, eu tb sou vegetariano quando não estou comendo carne… :)

De qualquer forma, todos os seres que não vivem de fotonssíntese tem que que subjugar outra vida para sobreviver!

Mas no caso Aborto, se pessoas abortarem, não significa prejuízo nenhum dos que são contra. E se o feto vem de células de duas pessoas, é direito delas fazer o que quiserem com elas!

A não ser que os religiosos acreditem que todos (ou o máximo possível de almas) tenham que ir para o Céu, para garantir o sucesso da operação divina.

Então:

Religiosos, deixem que os pró-aborto tenham direito de ir ao inferno! Que mania de querer a salvação para todos, usando a Lei dos Homens! Afinal, no inferno tem Rock!

Mas o que seria mais produtivo (e legal) é um debate digno entre as partes. Ou entre indecisos, ou com pessoas que concordem ou discordem em parte.

Sempre toco nessa tecla, nas redes sociais ou em papo de boteco:

As pessoas precisam aprender a respeitar mais a opinião dos outros e conversar numa boa, mantendo amizade e trocando informações.

Isso vale para aborto, para lei seca, para construção de represas, para vegetarianismo… e, enfim, para política, futebol e religião!

A frase mais burra, que perdura desde a ditadura, é “Política e religião não se discute! (cada um tem a sua)”

Como não?! Você é burro ou o quê?? Se você não pode conversar sobre coisas importantes, a sua vida é o que, só fofocas?!

“Discutir” não quer dizer “brigar”!

A não ser que vc seja um teimoso fundamentalista… aí tudo bem, vá apedrejar alguém na esquina! =P

Debate/Discussão tá em baixa ultimamente…  as pessoas querem empurrar uma opinião pronta comprada na Veja ou ouvida por um Jabor, Mainardi, Casoy, Datena da vida… como se fossem donas da verdade. Ou quando a pessoa quer desqualificar uma opinião, fazendo escárnio da do argumento, ou citando erros de português, por exemplo?! afff

Se vc quiser ver o nivel (não recomendo), digite “abortion” no Google imagens, pra ver como tá a situação de quem quer convercer de que está certo. O nivel está muito baixo , não só no Brasil.

E como o post é sobre debates civilizados, aí está um texto que saiu na Folha de São Paulo hoje, Sexta-feira 13 (de abril de 2012), bacaninha, sobre o tema.

Tem uma questão legal sobre a importância de haver diálogos entre conservadores e liberais nas sociedades modernas.

Visões de mundo

Hélio Schwartsman

” De um lado, estão Suécia, Dinamarca, França, Holanda, Itália, Canadá e EUA; do outro, Belize, República Dominicana, Laos, Tuvalu e Vaticano. Qual a diferença entre os dois grupos? No primeiro, o aborto é livre. No segundo, proibido em todas as circunstâncias.

Pode ser só coincidência, mas países que ultrapassaram certo patamar de desenvolvimento econômico e educacional liberalizaram sua legislação relativa ao tema. Na companhia de quem o Brasil deve estar?

A decisão de ontem do STF de permitir o aborto de fetos anencefálicos chega com atraso e não toca na questão principal, que é definir se a interrupção voluntária da gravidez deve ou não ser considerada crime.

Como o leitor já deve ter percebido, tenho uma opinião bem firme sobre o assunto, mas hoje eu vim não para dividir, mas para unir.

No recém-lançado “The Righteous Mind”, o psicólogo Jonathan Haidt sustenta que as visões de mundo de liberais (esquerdistas) e conservadores têm base em diferentes combinações de intuições morais. Enquanto os primeiros se focam nas noções de proteção, justiça e liberdade, os segundos operam com essas três categorias mais as de lealdade, autoridade e santidade (ou pureza).

Para o autor, que é um liberal, os conservadores estão em vantagem. Eles podem não ser tão bons para detectar injustiças e defender os oprimidos, mas são seus valores “exclusivos” que promovem a coesão de grupos e azeitam os vínculos comunitários. Um mundo totalmente liberal seria um lugar bem mais solitário.

Segundo Haidt, precisamos das duas visões. Melhor ainda se o debate entre elas for civilizado, marcado pela tentativa sincera de compreender o outro lado. Mais do que fruto de interesses escusos ou opções ideológicas, o “blend” de intuições morais de cada indivíduo é, em larga medida, ditado pela genética. Estamos condenados a ser o que somos e também a conviver uns com os outros.”

E viva o Estado Laico!

“Samba de Preto” na Rolling Stone!

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pra comemorar o Huaska na Rolling Stone, clique na capa do novo CD do Huaska,  “Samba de Preto”

;)

 

link:

“Huaska – Samba de Preto”

Huaska – Samba de Preto

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é segredo…

;)

(clique na capinha)

Huaska? Globo?

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aeee!

saiu no site G1, site da Globo, globo.com, matéria e entrevista sobre o Huaska!!!

parece que a mistura de Bossa com Rock despertou, enfim, algum interesse:

saiu na capa do G1… mas aqui vou deixar o caminho direto:

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/01/com-arranjador-de-tom-jobim-banda-huaska-propoe-bossa-metal.html

 

polêmica sobre o termo “BossaMetal”

muitos comentários sobre a banda Huaska ser ou não ser BossaMetal… ou sequer Metal…

esse é um termo que um jornalista mineiro do Estado de Minas inventou para explicar… e o Huaska acabou adotando.

veja a matéria de 2009 do Estado de Minas sobre BossaMetal aqui:

https://niqueneime.wordpress.com/2009/09/02/huaska-destaque-do-estado-de-minas/

e o CD está a venda, claro!

aqui: http://www.huaska.com.br

e na iTunes Store também!

é só digitar Huaska na busca dentro do iTunes ;)

e o clipe novo pra quem ainda não viu, claro:

Samba de Preto

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dia 12/01/12:

2012 chegou para o Huaska!!!

depois de um ano inteiro trabalhando nesse CD, finalmente o lançamento!!!

Samba de Preto é um CD totalmente Huaska e ao mesmo tempo totalmente novo. Mais brasileiro, mais pesado, mais cantável, mais pirável, mais Huaska!

antes de contar sobre o CD, aí vai o clipe novo:

 

 

O novo CD tem 10 músicas, duas delas são versões que fizemos: Chega de Saudade e Gávea.

Conta também com uma produção apurada do Adair Daufembach e arranjos do Eumir Deodato!

Além disso tem participações da Elza Soares e convidados na percussão, um quarteto de sopros e um octeto de cordas!!!

tá caprichado, porra!!!

 

e você quer saber um pouco mais sobre tudo isso?

aqui tem umas entrevistas com gente de calibre, sobre o CD:

 

e agora você PRECISA comprar o CD!!!

se voce usa iTunes, iPod, iPad ou iPhone, já pode comprar pela iTunes Store! É só entrar no iTunes e digitar “Huaska”

se você quer comprar o CD físico mas não quer esperar até fevereiro para chegar nas lojas, pode comprar ele pela internet, pagar com cartão de crédito ou débito, receber em casa assim que chegar da fábrica, sem pagar o frete!!!

e ainda ganha, assim que confirmar o pagamento, um link para baixar o CD e ir curtindo!!!

pra comprar é aqui ó:

SITE OFICIAL do Huaska

custa só 19,00, já com frete! e os 100 primeiros ganham brinde junto e o CD vem autografado!

Corre que vendeu uma porção (grande) já no primeiro dia!!!

 

ótimos CDs de 2011 – baixar

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vou postar alguns CDs muito bons lancados em 2011, para baixar…

são os melhores???

nao!

são os piores??

com certeza nao!

mas juntar isso num post é muito bom pra quem ta com o mp3 player vazio e quer algo novo e bom :)

ta na mao:

(clique na capinha dos cds para baixar!)

Adele – 21

óbvio… mas é bom ter o link na mao :)

 

kasabian – Velociraptor!

essa era uma banda que tinha uns singles explosivos… nesse cd ta um pouco menos soco na cara, mais trabalhado…

mas ta legal!

 

The Horrors – Skying

descobri essa banda tardiamente… ainda bem! pq ja tinha 3 cds pra eu me viciar.

Esse, na minha opiniao, nem é o melhor… mas como a lista é de 2011… rs

mas é muito bom tb

 

Blubell – Eu ou do tempo em que a gente se telefonava

pow, nao entendo… pouquissima midia com um cd tão bacana…

merece ser baixado pra vc ficar cantarolando por ae

 

Peter Murphy – Ninth

quando soube que tava saindo o novo dele fiquei louco pra baixar e nada de links…

mas uma hora veio e a ansiedade se confirmou: ta mais legal do que eu esperava :)

viva o Bauhaus, viva o Peter Murphy e vivm os velhos que sabem fazer musica dialogando com o passado e presente sem ficar brega

 

Autoramas – Música Crocante

esse CD novo tb ta muito foda.

e como eu ajudei no projeto pra lancar o disquinho, to com crédito pra poder por o link aqui… rs

 

Arctic Monkeys – Suck it and see

os caras deram uma guinada pro indie e guitar mais cabecudo…

achei genial uma banda que tinha sucessos de pista adrenados fazerem um cd assim!

 

Mastodon – The Hunter

pelo menos um representante do peso!

ótimo cd, entre o stoner, metal e rock pra estrada

chegaram numa mistura muito dificil de fazer, peso facil de ouvir!

 

The Strokes – Angles

esse cd foi bastante xingado…

pq alguns queriam mais do mesmo. outros queriam algo novo.

eles deram as duas coisas nesse novo cd…. pra mim isso é bom!

 

Criolo – Nó na orelha

esse tb foi xingado… , sucesso de crítica…

fez um cd foda com o ganja… entrou numa proposta mais musical e com um show afiado…

aí abriu a porta pros babacas que gostavam antes falarem que agora “tá vendido”…

faz favor, tira a cera do ouvido pra poder escutar musica boa!

foda-se o resto ;)

 

tUnE YarDs – Whokill

aqui fica a dica mais experimental…

uma mina que tem cara de ser chata pra cacete…

mas ela tem boas ideias musicais e canta com propriedade..

meio na linha de TV on the radio, pra quem gosta.

 

é isso… bons downloads!

bom natal pra quem gosta…

e boas férias pra quem tem.

 

vamos esperar os cds de 2012 pq eles prometem!

:*

 

Ita – o melhor PF

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hoje saiu no caderno “Comida”, de novo, um dos meus restaurantes de Prato Feito preferidos, o Ita!

Sempre indico o Ita pra quem tá pelo centro e quer comer bem e barato. Ou melhor, comer bem e bem barato.

Ita, Rua do Boticário, do lado da praça do Paissandu – Frente “linda” do Ita, com um letreiro a frente de sua época (época kassabiana de placas autistas que não se consegue ler), com uma placa de design típico do concretismo paulista.

Quem escreve de novo sobre ele é o tb viciado André Barcinski, na folha de sp. E como a pauta desse blog muitas vezes vem da leitura de jornal quando estou cagando, aproveito o embalo para escrever sobre ele.

o Ita é Roots até o talo! Deve ter uns 50 ou 60 anos esse restaurante e, do jeito que está, parece que não mudou muito desde que abriu. Pra mim o melhor detalhe que descreve a tradição é a conta… ela é feita a lápis no balcão…  e quando eu digo “no balcão”, quero dizer NO balcão. Imagina o nego escrevendo a lápis no balcão de mármore? é isso. Papel pra que? =)
Todos os pratos que tem la são bons e baratos… mas alguns são extremamente baratos. Por exemplo, vc toma (se quiser, claro!) uma sopa por 3,00. Não me lembro bem, mas acho que o prato mais barato, de comer com garfo, rs, é o risoto a bolonhesa, que sai uns 5,00… Chamar de risoto pode ser de mais… mas não deixa de ser usável. Afinal, vc imagina o que é, né? :)

o Barcisnki relembra do mega tradicional prato “Paissandu”: arroz, feijao, ovo e bife por 8,50

mas todos os outros pratos que comi lá são excelentes e baratos. E onde mais vc pode comer bacalhau ou salmão sem assaltar um caixa-automático?

Segunda indicação – Da Giovanni

Ou por um pouco mais vale conhecer o também resistente Da Giovanni (Basílio da Gama, 113), representante italiano, a moda antiga, com varios pratos do dia. Vem um couvert, saladinha e sobremesa em cada prato pedido. É um restaurante como vários antigos que tinha na rua 7 de Abril e fecharam para dar lugar aos frios e impessoais restaurantes a kilo. De quando almoçar não era simplesmente uma necessidade fisiológica e não existia celulares. Você ia almoçar COM alguém e a experiência ia além da comida, que tinha que ser ótima, como a companhia…

Malditos Kilos!

“Eu faço o bem… pra quem?”

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a pedido da Célia Helena to postando (emprestado) um texto do Luis Felipe Pondé, sobre “Autoritarismo escondido”, que acho que tem muito a ver com o momento. Qual seja o momento: a guerra surda, dicotômica, entre internautas (ou não). Esse Grêmio vs Inter, Judeu vs Islamita, Tucano vs Petista, enfim, coisas de extremistas com tapa-olhos de cavalos.

e que geram coisas do tipo: “se eu tomo multa de transito sem razão, a PM tem que descer borracha em quem faz algo pior que eu”, “o Lula que se foda e vá se tratar no SUS”, “pena de morte pq a prisão tá cheia”, etc… todos bem intencionados para com a sociedade em que vivem, claro…

 

o texto, se bem lido (e de cabeça aberta), pode vir seguido de uma auto-reflexão.

É duro lembrar de algum episódio no qual você se reconhece como protagonista do texto. Mas é isso… faz parte da natureza humana. Que bom que sou alien… :P

 

O texto do Pondé saiu na Folha de SP, dia 18/07/11

“A tentação totalitária 


Primeiro vem a certeza de si mesmo como agente do “bem total”, depois você vira autoritário em nome dele


VOCÊ SE considera uma pessoa totalitária? Claro que não, imagino. Você deve ser uma pessoa legal, somos todos.
Às vezes, me emociono e choro diante de minhas boas intenções e me pergunto: como pode existir o mal no mundo? Fossem todos iguais a mim, o mundo seria tão bom… (risadas).
Totalitários são aqueles skinheads que batem em negros, nordestinos e gays.
Mas a verdade é que ser totalitário é mais complexo do que ser uma caricatura ridícula de nazista na periferia de São Paulo.
A essência do totalitarismo não é apenas governos fortes no estilo do fascismo e comunismo clássicos do século 20.
Chama minha atenção um dado essencial do totalitarismo, quase sempre esquecido, e que também era presente nos totalitarismos do século 20.
Você, amante profundo do bem, sabe qual é? Calma, chegaremos lá.
Você se lembra de um filme chamado “Um Homem Bom”, com Viggo Mortensen, no qual ele é um cara legal, um professor universitário não simpatizante do nazismo (o filme se passa na Alemanha nazista), e que acaba sendo “usado” pelo partido?
Pois bem. Neste filme, há uma cena maravilhosa, entre outras. Uma cena num parque lindo, verde, cheio de árvores (a propósito, os nazistas eram sabidamente amantes da natureza e dos animais), famílias brincando, casais se amando, cachorros correndo, até parece o Ibirapuera de domingo.
Aliás, este é um dos melhores filmes sobre como o nazismo se implantou em sua casa, às vezes, sem você perceber e, às vezes, até achando legal porque graças a ele (o partido) você arrumaria um melhor emprego e mais estabilidade na vida.
Fosse hoje em dia, quem sabe, um desses consultores por aí diria, “para ter uma melhor qualidade de vida”.
E aí, a jovem esposa do professor legal (ele acabara de trocar sua esposa de 40 anos por uma de 25 -é, eu sei, banal como a morte) o puxa pelo braço querendo levá-lo para o comício do partido que ia rolar naquele domingão no parque onde as famílias iam em busca de uma melhor qualidade de vida.
Mas ele não tem nenhuma vontade de ir para o comício porque sente um certo “mal-estar” com aquilo tudo. Mas ela, bonita, gostosa, loira, jovem e apaixonada (não se iluda, um par de pernas e uma boca vermelha são mais fortes do que qualquer “visão política de mundo”), diz: “meu amor, tanta gente junta querendo o bem não pode ser tão mal assim”.
É, meu caro amante do bem, esta frase é uma das melhores definições do processo, às vezes invisível, que leva uma pessoa a ser totalitária sem saber: “quero apenas o bem de todos”.
Aí está a característica do totalitarismo que sempre nos escapa, porque ficamos presos nas caricaturas dos skinheads: aquelas pessoas, sim, se emocionavam e choravam diante de tanta boa vontade, diante de tanta emoção coletiva e determinação para o bem.
Esquecemos que naqueles comícios, as pessoas estavam ali “para o bem”.
Se você tem absoluta certeza que “você é do bem”, cuidado, um dia você pode chorar num comício achando que aquilo tudo é lindo e em nome de um futuro melhor.
E se essa certeza vier acompanhada de alguma “verdade cientifica” (como foi comum nos totalitarismos históricos) associada a educadores que querem “fazer seres humanos melhores” (como foi comum nos totalitarismos históricos) e, finalmente, se tiver a ambição política, aí, então, já era.
Toda vez que alguém quiser fazer um ser humano melhor, associando ciência (o ideal da verdade), educação (o ideal de homem) e política (o ideal de mundo), estamos diante da essência do totalitarismo.
O que move uma personalidade totalitária é a certeza de que ela está fazendo o “bem para todos”, não é a vontade de destruir grupos diferentes do dela.
Primeiro vem a certeza de si mesmo como agente do “bem total”, depois você vira autoritário em nome desse bem total.
O melhor antídoto para a tentação do totalitarismo não é a certeza de um “outro bem”, mas a dúvida acerca do que é o bem, aquilo que desde Aristóteles chamamos de prudência, a maior de todas as virtudes políticas.
Não confio em ninguém que queira criar um homem melhor. “

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